09/01/2010

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SARACENS VENCEM JP MORGAN 7’S – UM MODELO NOVO DE COMPETIÇÃO

06/08/2010

COM UMA VITÓRIA SOBRE O NEWCASTLE POR 17-5 OS SARACENS TORNAM-SE os primeiros vencedores da nova competição lançada na Inglaterra.

E se afinal o que interessa numa competição é encontrar o seu vencedor, este caso é uma excepção, já que a curiosidade e expectativa que levantou ultrapassa largamente a mera questão de um resultado desportivo.

O que está em causa é a procura – desta vez parece que bem sucedida – de um novo figurino de competições, que permita harmonizar as duas mais significativas marcas de rugby: VII e XV.

Nos últimos anos, mas particularmente desde o anúncio da integração dos 7’s no programa olímpico, que se têm multiplicado as tentativas, em todo o mundo, de conciliar as duas variantes, sem que no entanto se tenha ainda encontrado um modelo que agrade a “gregos e troianos”.

Mas vamos por partes e lembremo-nos que até há pouco tempo, os torneios de sevens eram organizados como “festivais” de fim de ano, em que a um rugby de altíssima competição se aliava a camaradagem e a descontração próprias de um rugby de fim de estação.

E se bem que a IRB venha há mais de uma dúzia de anos a organizar as Séries Mundiais, com o calendário espalhado desde Dezembro a Maio, dando aos 7’s uma dimensão “paralela” às tradicionais competições de XV, a verdade é que apenas com a transferência do Middlesex 7’s de Maio para Agosto (em 2002) – o mesmo é dizer do final de uma época, para o início de outra – os sevens começaram a entrar na preparação das equipas antes de uma longa época, e não apenas como um exercício de descontração após uma longa época…

No início da época passada, defendemos nestas páginas que a época desportiva em Portugal deveria iniciar-se com um período dedicado aos sevens, que traria entre outros benefícios, a possibilidade de começar o ano mais cedo, atrair com mais facilidade e mais cedo os jogadores aos treinos, preparando-os assim para a longa e dificil época de XV, mas também trazendo mais jogadores à prática da modalidade, e dando uma enorme visibilidade ao Jogo de Rugby, numa altura do ano em que as outras modalidades desportivas estão ainda aquecendo motores.

Infeliszmente esta sugestão não foi apreendida pela FPR, que decidindo embora iniciar a época mais cedo, resolveu começá-la diretamente com as competições de XV mais importantes, e mantendo os 7’s relegados apenas para o final do ano, mesmo após as sucessivas vitórias no europeu e no mundial universitário, que mais cedo ou mais tarde vão impôr que a direção federativa dê uma maior importância à variante reduzida.

Teria sido uma extraordinária oportunidade para que o processo de desenvolvimento dos sevens passasse a ser conduzido activamente pela FPR, deixando esta de andar a reboque dos acontecimentos e passando a controlá-los.

Claro está que não foi a última oportunidade, talvez porque ainda haja algum tempo para os Jogos Olímpicos, e treinadores e jogadores vão-se encarregar de manter a chama bem viva, mas de qualquer forma o tempo vai passando e não tarda será tarde demais.

Felizmente que os ingleses voltaram a dar o exemplo de como as coisas podem ser feitas, e duas importantes iniciativas levadas a cabo este ano, representaram duas opções sérias que mercem toda a nossa atenção.

Por um lado tivemos a primeira edição das séries nacionais do Reino Unido, se bem que neste primeiro ano apenas tenha incluído etapas inglesas, com a participação de 12 equipas, das quais nove especialmente constituídas para o efeito, na base das velhas equipas de convite hoje altamente profissionalizadas, a que se juntaram em cada jornada, três equipas convidadas, não integrando a classificação do Circuito.

Segundo o que pudemos acompanhar na imprensa da especialidade, e de algum alheamento dos canais de televisão, talvez tenha faltado a este modelo, embora de elevado nível competitivo, uma maior adesão do público, até pela própria natureza das equipas participantes.

Fazendo uma comparação com o futebol, seria o mesmo que termos um jogo entre duas equipas de estrelas – os amigos do Cristiano Ronaldo contra os amigos do Messi – que iriam com certeza apresentar um futebol de elevadissima qualidade, mas que nunca teria o mesmo sabor de um Benfica-Sporting ou de um Belenenses-Porto, e cujo reflexo se veria no número e no entusiasmo dos espectadores.

A segunda experiência que se levou a cabo em Inglaterra foi, precisamente a competição que os Saracens venceram ontem à noite, numa prova disputada entre as 12 equipas da Premiership, e que teve desde o princípio o inequívoco apoio do público afeto aos diversos participantes e da TV, com a transmissão pela Sky de todas as suas etapas.

Pelo que se viu na imprensa especializada, a competição foi um sucesso, e ajudou a abrir o naipe de opções e a demonstrar que não existem razões objectivas para continuar a estúpida campanha opondo os VII e o XV, antes convém utilizar o bom senso e a defesa intransigente do Jogo de Rugby como um todo, por forma a encontrar soluções equilibradas que satisfaçam todos os interesses envolvidos.

Em Portugal uma competição de sevens no início de época, com a participação das equipas, pelo menos, da Divisão de Honra e da 1ª Divisão, poderia não apenas servir para atrair novos praticantes, ou colaborar na preparação dos jogadores para uma longa época desportiva, mas também para ajudar a resolver os problemas financeiros dos diversos clubes, já que está mais que provada a natural apetência dos mídia e dos patrocinadores pelos sevens, e com o natural afluxo de público e de exposição televisiva, maiores meios financeiros apareceriam.

O que mais importa reter desta história, é que a solução dos sevens também no início da época é viável e deve ser ponderada séria e cuidadosamente.

Se deve ser o campeonato nacional ou outro torneio qualquer, compete aos clubes dar a sua opinião, mas interessa manter o assunto em pauta e não deixar que uma qualquer solução de ocasião venha a surgir como luminosa salvação.

Os 7’s já trouxeram muitas alegrias ao rugby português, desde os tempos do velho e saudoso Lisboa Sevens, até aos mais recentes resultados nos já referidos Europeu e Mundial, para que continuemos a encará-los como um sub-produto.

Afinal, digam-me lá, faz algum sentido deixar um desporto em que somos os melhors da Europa e uns dos melhores do Mundo ao Deus dará, apenas porque se levantam preconceitos em relação a um sangue mais azul do rugby de XV?

SARACENS – VENCEDORES DO 1º JP MORGAN PREMIERSHIP 7’S

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BLEDISLOE CUP – 2º JOGO

05/08/2010

POUCAS ALTERAÇÕES NAS EQUIPAS PARA O JOGO DESTE FIM DE SEMANA entre All Blacks e Wallabies.

Na equipa inicial da Nova Zelândia apenas se regista a entrada do número 9 Piri Weepu, para o lugar do lesionado Jimmy Cowan, enquanto para o banco entram Benson Stanley e Alby Mathewson, este pela primeira vez.

Entretanto na Austrália os gêmeos Faingaa entram diretamente na equipa, Anthony para o centro da linha de três quartos, e Saia para o meio da primeira linha, e Kurtley Beale vai vestir a camisola número 15, passando Adam Ashley Cooper para centro.

Estas alterações nas linhas atrasadas dos Wallabies são bastante significativas, e demonstram o desagrado de Robbie Deans com o trabalho dos seus três quartos no jogo da semana passada, e a decisão de mover Cooper de 15 para 13 pode considerar-se um risco, já que esta será apenas a quinta vez que ele joga nesta posição, e a última vez que o fez foi no Nova Zelândia-Austrália do ano passado em Wellington.

  • A Nova Zelândia não perde em Christchurch desde 1998, quando foi derrotada precisamente pela Austrália, por 27-23.
  • O jogo de sábado é o 16º entre as duas equipas em Christchurch, com nove vitórias para os All Blacks e sete para os Wallabies.
  • O actual treinador da Austrália, Robbie Deans era o Coordenador Técnico da Nova Zelândia, quando a equipa da casa derrotou os visitantes em 2001 por 12-6.
  • O segunda linha australiano Nathan Sharpe vai estabelecer um novo máximo de internacionalizações de um jogador na sua posição, ao vestir a camisola nacional pela 85ª vez, uma mais que o antigo capitão da equipa John Eales.
  • O pilar neo zelandês Tony Woodcock vai vestir a camisole negra pela 67ª vez, isolando-se como o mais internacional All Black de sempre na posição.
  • Esta vai ser a 162ª vez que as duas equipas se encontram, desde que em 1903 os neo zelandeses derrotaram os australianos por 22-3, em Sydney, facto que se repetiu por mais 110 vezes, sendo derrotados por 45 vezes e tendo-se registado cinco empates, o mais recente dos quais em 1988 em Brisbane, por 19-19.
  • A Bledisloe Cup foi oferecida para ser disputada entre as duas nações, em 1931, pelo Governador Geral da Nova Zelândia, Lord Bledisloe.
  • Em 1934 a Austrália venceu a Bledisloe Cup pela primeira vez, ao derrotar a Nova Zelândia em Sydney por 25-11.
  • A última vitória australiana em solo neo zelandês foi em 2001, quando so Wallabies derrotaram os All Blacks em Dunedin por 23-15.

Veja as equipas para o 2º jogo para atribuição da Bledisloe Cup

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