A CARTA DO PRESIDENTE

AMADO DA SILVA JUSTIFICOU EM CARTA QUE NÃO TEVE divulgação para a imprensa nem no site federativo, as suas decisões em relação ao calendário dos campeonatos nacionais, e à posição dos clubes face ao mesmo problema.

Porque essa carta é do interesse da generalidade das pessoas interessadas no rugby português, o Mão de Mestre resolveu fazer a sua publicação deixando eventuais comentários para mais tarde, mas publicando o calendário geral das competições que lhe era anexo, com outra apresentação e devidamente corrigido quanto aos jogos da nossa seleção, face à informação que já tinhamos prestado nestas páginas e que foi mais tarde confirmada pelo site da FIRA.

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Calendário de Provas para a Época de 2010/2011

9 de Julho de 2010

Na sequência da reunião, da passada quinta-feira, dia 1 de Julho, para a qual todos os Clubes foram convidados, onde todos puderam expressar as suas opiniões face às propostas apresentadas, e como na altura prometi, gostaria de explicar as razões que me levaram a optar por uma proposta que, sendo inovadora, reflecte o espírito de mudança desejado e , sobretudo, a fidelidade ao Programa eleitoral com que me apresentei e que me  legitima .

Atento às opiniões manifestadas, ponderei, serena e desapaixonadamente, sobre as mesmas, tendo verificado que, afinal, contrariamente à ideia que parecia ser generalizada de que uma grande maioria de Clubes estaria contra a proposta da Direcção, tal apenas terá acontecido, eventualmente, pela oportunidade e veemência das intervenções dos representantes dos diferentes clubes.

De facto, dos presentes, enquanto os representantes do Arcos de Valdevez, Belenenses, C.D.U.L, Direito, Évora e Técnico se declararam, de forma inequívoca, contra a proposta, os da Académica, Agronomia, Benfica, Cascais e Setúbal – desde que o Campeonato de iniciasse mais tarde – a apoiaram.

Nesta situação, considerando, ainda, que estavam ausentes muitos dos Clubes envolvidos nos Campeonatos, parece-me claro não ter havido uma posição maioritária clara, havendo antes um certo equilíbrio de opiniões, o que reforça naturalmente a minha “ legitimidade moral “ nesta decisão.

Considero ser a época ideal para se avaliar do real impacto desta alteração, em vésperas de decisão sobre o modelo a adoptar nas próximas épocas.

Começando na última semana de Setembro, este Calendário, permite, no meu entender, uma preparação adequada das equipas por forma a que se possam apresentar, no início do campeonato, em condições físico/técnicas satisfatórias.

Facto mais relevante e que será de maior risco, tem que ver com a disputa de uma pré-eliminatória da Taça de Portugal logo no dia 5 de Outubro. Reconheço ser um ponto fraco deste calendário, embora se vá condicionar o sorteio – como se fez no passado -por forma a evitar grandes deslocações.

Todavia, para se obviar a esta situação, já se permitiu que as inscrições se possam realizar a partir do dia 12 de Julho, estando os Serviços da FPR disponíveis para apoiarem nesta tarefa os Clubes que, atempadamente, o solicitem.

– Com este Calendário, como sempre defendi, não haverá interrupções no Campeonato permitindo, dessa forma, apurar como vencedora a equipa que se mostrar mais regular durante a competição, com algum eventual “ prejuízo” da Selecção Nacional que vai começar a campanha internacional na semana seguinte à Final do Campeonato Nacional. Quisemos dar o exemplo…

– Mantém e consolida a competição entre Selecções Regionais, embora gostasse de ir mais além

– A Taça “ Patrocinador” joga-se durante a campanha internacional, no modelo da época passada com as Finais a serem disputadas no mesmo dia e local do Portugal /Ucrânia, com uma visibilidade acrescida.

– A Taça de Portugal volta ao figurino clássico, disputada sem interrupções, com jogos a eliminar e disputados nos campos do adversário do clube da divisão inferior

– Finalmente inicia-se o período dos “ sevens “, terminando com o rugby de praia

– Todas as equipas vão ter possibilidade de manter a sua actividade, de forma contínua, até mais tarde

– Ainda por definir a Taça Ibérica ou o Campeonato Ibérico, que sendo uma preocupação da Direcção não depende exclusivamente da sua vontade.

De resto, como defendi no passado, acredito ser possível e desejável criar um Campeonato Ibérico, com oito equipas (4+4), a uma mão e uma Final entre os dois primeiros, a disputar no campo do primeiro classificado.

– Refiro como nota importante a disponibilidade dos dias familiares mais relevantes que, sempre que possível, serão preservados.

Como já referi, não tenho a pretensão de que todos aceitem de bom grado esta decisão. Tenho perfeita consciência que tem coisas boas, outras menos boas e algumas más. Será sempre assim.

Como prometido procurei justificar as minhas opções acreditando que são as melhores para o rugby nacional. No fim da época faremos uma análise objectiva e crítica da situação. Saberemos corrigir o que se revelar incorrecto.

Gostaria de ter conseguido um consenso à volta de uma questão tão importante como esta. Como disse, se tivesse havido uma posição claramente maioritária dos clubes, apesar de contrariar o que penso e defendi na minha Campanha eleitoral, teria – sem dúvida – optado por ela.

Fica, não a promessa, mas o grande empenho em conseguir os meios que permitam minorar os custos dos Clubes, no todo ou em parte, nomeadamente com as deslocações no âmbito da Taça “ Patrocinador “ e nas Etapas de “ sevens “.

Finalmente, embora tenha usado o discurso na forma pessoal a verdade é que, não tendo havido unanimidade de opiniões, esta proposta tem um apoio muitíssimo expressivo da Direcção da FPR.

Com amizade

C. Amado da Silva

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2 Respostas to “A CARTA DO PRESIDENTE”

  1. ML Says:

    Uma palhaçada! Como desporto amador e com muitos dos jovens ainda em época de férias, como é possivel um clube reunir todos os seus atletas para em condições para iniciar o Campeonato!

    Vamos ter uma final do campeonato em pleno inverno! BRILHANTE!!

    A supertaça a 5 de Outubro disputa-se 2 ou 3 dias depois da 2ª jornada do campeonato! De génio!!

    Uma equipa “pequena” que seja eliminada logo no ínicio dos jogos da taça, que fica a fazer?? Excelente!!

    Respeito muito o nosso Presidente, mas penso que deu um tiro no pé com esta decisão que é claramente uma decisão a lembrar os tempos de Presidente da Agronomia.

    Espero que no meio de tantas decisões erradas (a meu vêr) a única que me parece bem (e que tenho dúvidas que se concretize) é a de n haver jogos sem os jogadores internacionais, o que claramente prejudicava a verdade desportiva.

    Esperar para vêr…

  2. António Freire Says:

    Portugal vai participar em todas as etapas do IRB World Series Sevens? E na Nations Cup? Já está definido nesta altura? Está no Calendário.
    Bem quanto ao calendário parece-me interessante, embora não acredite que seja tudo viável.

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