JOGAR A BOLA À MÃO PARA GARANTIR A POSSE

DURANTE OS ÚLTIMOS ANOS ASSISTIMOS SEMANA A SEMANA, JOGO A JOGO, ao domínio do jogo ao pé, a jogos chatos de assistir, alguns deles, mesmo ao mais alto nível, de fazer adormecer o mais energético espectador!

Este ano, os All Blacks primeiro, e agora os Wallabies, trouxeram um pouco de alegria a quem gosta destas coisas do rugby de movimento, da consquista de terreno através da ocupação dos espaços e não apenas do pontapé para lá, e depois, do pontapé para cá, ou da formação aqui e logo outra ali.

Se esta mudança de atitude tem a ver com as alterações às Leis do Jogo, à sua interpretação, ou apenas à consciência que o rugby se estava a suicidar aos poucos, pouco ou nada importa.

O que importa é que a tendência parece ser a do movimento contínuo, pela referida ocupação dos espaços, pela variação, pela velocidade e pela mudança, e não mais pela força bruta, pela manutenção da posse da bola, fundamentalmente a partir das formações, cada vez mais baseadas em gigantes de mais de 2 metros de altura e 120 kg de peso…

Com esta tendência o rugby estava, aos poucos, a ser um jogo reservado a esse tipo de jogador, em oposição ao velho princípio, que ainda hoje constitui uma das suas grandes forças de atração: um jogo para todos, sejam altos ou baixos, fortes ou magros.

Com as duas vitórias da Nova Zelândia e esta agora da Austrália sobre os campeões do Mundo, abre-se uma réstea de esperança no horizonte.

E o que é mais curioso é que mesmo dentro das suas fronteiras, os sul africanos já jogam neste “novo” conceito de garantir a posse da bola pela manutenção e desenvolvimento do jogo à mão, em sucessivos “tempos” da sua utilização, e evitando a todo o custo entregar o “ouro ao bandido” chutando a bola ou para fora ou para uma possível utilização da mesma pelo adversário, e foi assim que os Bulls garantiram a vitória no último Super 14.

Ou seja, garantir a manutenção da posse da bola pelo fluir do seu “movimento perpétuo”.

E foi assim que os Wallabies ganharam por 30-13, e logo na conferência de imprensa após o jogo, o especialista da Fox Sports  perguntou a Peter de Villiers, treinador dos Springboks, se após estas três sucessivas derrotas, ele continuava a ser o homem indicado para ficar à frente dos destinos dos Boks, pelos próximos 14 meses.

De Villiers não gostou da pergunta e limitou-se a dizer “isso você tem que perguntar aos meus patrões”.

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