OS SEVENS E OS APOIOS

A QUESTÃO DO APOIO AOS SEVENS EM PORTUGAL TEM SIDO ASSUNTO recorrente nas páginas do Mão de Mestre, e continuará a ser, enquanto não houver da parte da FPR, do COP, do Governo e da Presidência da República demonstrações de conhecimento da situação, e atitudes claras de suporte a ações de desenvolvimento quer das nossas seleções, quer da implantação em todo o país da sua prática consistente, quer ainda da sua divulgação a todos os níveis.

Vem estas consideraçõs a propósito das declarações de Tomaz Morais e Diogo Mateus, à chegada a Lisboa, depois de terem conquistado, brilhantemente, o Campeonato da Europa pela sétima vez, e do grito de alerta que essas declarações encerram.

Há coisas extraordinárias a acontecer, e seria bom que o Senhor Presidente da República, que tão feliz foi a associar-se ao êxito da nossa equipa, exercesse o seu magistério de influências para que se pague aos nossos campeões aquilo que lhes é devido, que se criem condições objectivas de treino da melhor qualidade, e se intensifique a penetração dos sevens nas escolas, numa ação que deveria pertencer ao Estado, mas que até agora tem sido feita com grande contribuição de uma empresa comercial – a Nestlé.

Claro que deveria ser o Governo a ter a iniciativa de resolver estas questões, mas será que existe nas suas estruturas ou organismos alguém suficientemente motivado para provocar o surgimento dessas iniciativas?

E sabendo embora que os Sevens apenas serão jogados nos Jogos Olímpicos de 2016, apetece perguntar porque o Comité Olímpico de Portugal não segue os passos de outros organismos congéneres e começa de imediato a exigir à Federação Portugesa de Rugby um Projecto de Preparação Olímpica, e a comparticipar no seu financiamento.

Quanto à Federação Portuguesa de Rugby, que nem dinheiro arranjou para a preparação da nossa seleção para o Europeu, bom seria que apresentasse um projecto de divulgação dos Sevens por todo o País, e que começasse a negociar o apoio a esse mesmo projecto, ao mesmo tempo que organiza e prepara competições de clube com pés e cabeça, e não deixa que a palhaçada deste ano se repita nas próximas épocas.

Finalmente foi com satisfação que verifiquei que começam a surgir outras vozes preocupadas com a situação, como é o caso do Join the Maul, em artigo da passada terça feira que podem ler aqui.

Quanto às declarações de Morais e Mateus, que vi em primeira mão no Rugby de Lisbonne à Paris, e no já referido Join the Maul, sigam os links para a nossa videoteca.

ERC 7’S 2010 – TOMAZ MORAIS

ERC 7’S 2010 – DIOGO MATEUS

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Uma resposta to “OS SEVENS E OS APOIOS”

  1. Pedro Reis Says:

    Carissimo Manuel, parece.me injust da sua parte chamar de palhaçada a uma competiçõa organizada pela FPR que os clubes é que falharram. A fpr até as deslocaçºoes pagava para os clubes irem. Um prova que tudo tinha para ser de sucesso os clubes não deram importancia, apenas se houvesse prize money, parece-me que os criticos é que boicotaram para contrariar o presidnte da FPR, belem, gdd, cdul, etc..
    Organizaram de uma forma inédita uma prova de campeonato nacional de 7´s em todo o pais, até prar projectar o rugby e os clubes ditos grandes, boicotaram, queixa-,se muito mas pouco fazem pelo rugby. Parabéns a académica que foi a todos.
    Logo parece-me que o teermo palhaça é injusto e despropositado.
    Se há criticam, se não há devia de haver, PAREM só apodrecem o nosso rugby.

    P. Reis

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