A SEMANA EM NOTÍCIA

COM A COBERTURA QUE DEMOS AOS EUROPEUS DE SEVENS, deixámos para trás um importante acontecimento, mas não tomem isso por desinteresse ou desconsideração, pois tratou-se apenas de manifesta falta de tempo.

Trata-se, como já adivinharam, do Nova Zelândia-África do Sul, primeiro jogo do torneio das Três Nações, que os All Blacks ganharam sem qualquer margem para dúvidas.

Esta vitória consolidou a posição dos Blacks no topo do ranking da IRB, e demonstrou que a experiência é, no rugby mesmo ao mais alto nível, um factor decisivo nos respectivos resultados.

A escolha de alguns “antigos” internacionais em detrimento de outros bem mais novos e já com provas dadas, revelou-se uma sábia escolha de Graham Henry, e tal opção deve manter-se para o segundo teste que terá lugar já no sábado.

Aliás em relação a este segundo jogo, também os Springboks vão manter a mesma filosofia, e apenas farão as alterações inevitáveis por causa da suspensão de nove semanas do “estúpido” Bakkies Botha – nas palavras do seu capitão Jon Smith –  e da lesão do pilar Jannie du Plessis.

Para o lugar de Botha entrará o seu companheiro dos Bulls Danie Rossouw e para substituir du Plessis vai vestir a camisola verde o veterano pilar direito CJ van der Linde.

Peter de Villiers recusou assim a tentação de renovar a sua equipa, acrescentando à sua anterior máxima “em equipa que ganha fazem-se mudanças” uma outra não menos ousada de “equipa que perde…não mexe”.

A equipa dos neozelandeses ainda não foi anunciada, já que Henry se encontra a braços com algumas lesões, e decidiu esperar pela última hora para ver quem efectivamente não poderá jogar.

Mas tem mais rugby neste final de semana, começando pelas eliminatórias da qualificação para o Mundial de 2011, que vão pôr frente a frente o Uruguai e o Cazaquistão, por um lado, e por outro a Roménia e a Turquia.

Os vencedores destas partidas vão discutir entre si, a duas mãos, o último lugar na Nova Zelândia, apresentando-se os sul americanos e os europeus como favoritos para esse embate.

Entretanto em África vai ter lugar o Zimbabwe-Quénia a contar para a Victoria Cup, e quatro encontros a contar para o Troféu da Confederação Africana, zona Norte, opondo no sábado a Nigéria ao Congo e no domingo o Burkina Faso ao Mali.

Apesar de muito confusa a situação em África – se não contarmos com os clássicos – a verdade é que tem havido uma intensa actividade internacional, e não será de estranhar se dentro em pouco emergir desta movimentação, mais uma importante região de rugby no mundo.

Deixei para o fim os sevens, que terão dois importantes torneios, um em Inglaterra – o último das Séries do Reino Unido – e outro em Córdoba, Espanha o Europeu Universitário em que participa a Académica de Coimbra, que seria à partida uma das principais candidatas ao título.

Infelizmente, segundo as informações que nos chegaram, desta feita os estudantes não conseguiram reunir a sua melhor equipa e irão apresentar uma formação algo desfalcada.

Voltando ao circuito britânico, será altura de começarmos a pensar se a fórmula encontrada de nove equipas  de convite permanentes e mais três convidadas diferentes em cada torneio, foi ou não uma boa ideia.

Com as informações disponíveis, a primeira ideia é que o interesse do público ficou muito aquém do esperado, retirada a componente de confronto clubísta, substituída por equipas apenas reunidas em função de interesses comerciais.

Talvez fosse melhor ideia manter a base de equipas de clube, especialmente apoiadas por uma marca para um circuito semelhante.

Ou seja,em vez de termos uma equipa chamada Gilbert Pups teríamos o Gilbert Leicester Tigers ou em vez de uma outra designada Samurai International, apoiaríamos os Wasps Samurai.

Transferindo para Portugal, seria o mesmo que termos a Ford Direito, em vez da Ford Clube ou o ISLA CDUL em vez de simplesmente CDUL, e que em cada equipa fossem admitidos dois jogadores convidados, nacionais ou estrangeiros, mas os restantes tivessem que ser realmente jogadores do clube.

Encontrar um equilíbrio que garanta o interesse do público e das empresas, e seja um potencializador da qualidade da equipas, é a chave do sucesso.

Também as expectativas de transmissão televisiva foram goradas, porventura em função de um certo alheamento do público, como já foi referido.

Por hoje fico por aqui, não sem antes reproduzir uma notícia do Comité Olímpico Brasileiro sem qualquer comentário.

Esportes

Intercâmbio com África do Sul ajudará a desenvolver o rugby no Brasil
12.07.2010 :: 15h41


Crédito: Rafael Silva

O Governo Brasileiro e as autoridades sul-africanas estão muito perto de assinar um acordo que prevê intercâmbio entre o rugby e o futebol. Profissionais da África do Sul, país com grande tradição no rugby, vão trazer o conhecimento do esporte para os brasileiros.

Em contrapartida, profissionais do futebol brasileiro irão para a África do Sul para ajudar a desenvolver o esporte no país, que foi o primeiro anfitrião eliminado na fase inicial da Copa do Mundo.

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