CHEGOU A HORA DOS GRANDES ENCONTROS

671 CONTRA 661 ASSIM FICA O CONFRONTO entre All Blacks e Springboks em termos do total de internacionalizações que cada equipa reúne.

São dois opositores de grande valor e experiência, e o fato da África do Sul ter vencido o Tri Nações do ano passado, nada quer dizer em relação aos resultados deste ano.

Na verdade os All Blacks encaram estes dois primeiros encontros com os sul africanos como a oportunidade de iniciarem a sua campanha para o Mundial de 2011, que estão fortemente decididos a conquistar.

E a África do Sul, que apresenta uma interessante alteração nas linhas atrasadas, também não quer deixar passar a ocasião de confirmar a sua posição de liderança do rugby mundial.

Peter de Villiers, treinados dos Springboks, fez questão de fundamentar as suas escolhas nas atuações dos jogadores na Super 14, particularmente na “espera” que fez aos segundas linhas Bakkies Botha e Danie Rossouw – o que o fez atrasar o anúncio dos 22 para sábado – atingidos por lesões, e em dúvida até ao último minuto, e na opção por um par de centros – Wynand Oliver e Jacques Fourie – que apenas foi testado, a este nível, uma vez, na vitória de 47-12 frente à França na Cidade do Cabo, no mês passado.

Com este novo par de centros, é interrompida a bem sucedida associação do ano passado, com a mudança de Jean de Villiers para a ponta direita, numa demonstração que o velho conceito “equipa que ganha não se mexe” está definitivamente ultrapassada, e é precisamente nas equipas vencedoras que as mudanças devem ser feitas, na busca de ainda melhores resultados, numa firme defesa do princípio enunciado pelo treinador de que “quem vive no passado não tem qualquer esperança no futuro”.

Na formação Botha entra para fazer par com Victor Matfield, seu companheiro nos Bulls, e formam aquilo que de Villiers classificou como “ uma formidável combinação”, enquanto Rossouw fica no banco, constituindo uma segurança extra, já que pode jogar em qualquer posição da segunda ou terceira linha.

Do lado neo zelandês as escolhas de Graham Henry foram feitas em benefício da experiência e em detrimento da juventude, com a inclusão do defesa Mils Muliaina e do primeiro centro Ma’a Nonu, deixando de fora dos 22 Israel Dagg e Benson Stanley, que estiveram na equipa nos jogos do mês passado.

Richie McCaw não teve papas na língua, e afirmou que os Springboks não são uma equipa tão boa como os All Blacks ou os Australianos, apenas fazem muito bem aquilo que fazem..

Interessante declaração de um capitão que vem de três derrotas para aquela equipa não tão boa, mas que tem agora uma nova oportunidade de descobrir quem são os melhores do mundo.

Os Springboks gostam das formações e gostam de colocar o adversário sob pressão, obrigando-o a cometer erros, e talvez tenha sido com essa pressão que nós não conseguimos conviver no ano passado, acrescentou McCaw, numa clara demonstração do seu convencimento da superioridade dos Blacks sobre os Boks, e que, afinal, as derrotas do ano passado foram meramente acidentais.

Vamos esperar por sábado para saber se assim foi, ou se na verdade a África do Sul continua a ser a melhor equipa do mundo.

Veja a constituição das equipas para um jogo que vai ser apitado pelo irlandês Alan Lewis, e o calendário completo do último Tri Nações.


VOLTAR A PÁGINA INICIAL

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: