JANELA FECHADA, FÉRIAS À PORTA

COM OS JOGOS DESTE FIM DE SEMANA FICOU oficialmente encerrada a época de rugby para as equipas do hemisfério norte (HN), já que no sul o último 3 Nações está prestes a começar.

Com um conjunto de resultados lastimáveis, as equipas europeias mostraram bem que não estão à altura da NZ, África do Sul, Austrália e, vejam só!, Argentina.

E se não tivessem sido as duas inesperadas vitórias da Escócia sobre os Pumas, e uma sofrida vitória da Inglaterra sobre a Austrália, o saldo seria abem pior.

As duas derrotas do País de Gales frente à Nova Zelândia, apesar de terem conseguido marcar um ensaio contra os All Blacks ao fim de cinco anos, as derrotas da Irlanda perante a Nova Zelândia e a Austrália, os naturais desaires da Itália na África do Sul e, especialmente, as pesadas derrotas sofridas pela França na África do Sul e na Argentina, lançam um véu de dúvidas sobre a capacidade das equpas europeias no confronto com as quatro grandes do hemisfério sul (HS).

E se muito se tem falado sobre a falta de competitividade das provas de clube no HN face às provas do HS, o surgimento dos Pumas como um adversário de peso, lança uma nova luz sobre o problema.

Na verdade – e embora eu também alinhe com essa ideia da superioridade das competições sulistas sobre as europeias – o problema pode residir noutro aspeto.

Se não digam-me lá quantos jogadores europeus jogam em equipas australianas, sul africanas ou neo-zelandesas, para não falar das argentinas, que ainda estão bem longe daquelas?

E, pelo contrário, vejam bem quantos dos melhores jogadores argentinos jogam na Europa, ou quantos dos melhores Springbocks, All Blacks ou Wallabies, jogam fora de casa.

E se os argentinos invadiram as melhores equipas europeias jogando ao lado dos melhores do Velho Continente e de igual para igual com eles, poucas são as grandes vedetas do HS que se estabeleceram por longos períodos na Europa.

A própria política das federações do Sul de estabelecer contratos com os seus jogadores chave para que fiquem e joguem nas franquias do seu país, e uma clara preferência na escolha de jogadores “locais” para as suas seleções nacionais, pode ajudar a explicar a consistência e estabilidade daquelas equipas ao longo dos anos.

Ou seja, enquanto os clubes do HN procuram aumentar os seus níveis competitivos pela importação em masa de Pumas e alguns outros Blacks, Bocks ou Bies, as franquias do sul procuram intra muros os astros para as suas exibições…

Claro está que esta política específica não é causa exclusiva da demonstrada superioridade dos do Sul, mas convém não nos esquecermos dela quando analisamos o problema.

Veja o quadro dos resultados.

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