EM PAPHOS UMA DIFICIL VITÓRIA ASSEGURA QUALIFICAÇÃO

COMO TÍNHA PREVISTO ACABARAM AS FACILIDADES assim ocomprova o resultado do jogo com a Geórgia, e Portugal terá de se aplicar seriamente se pretende recuperar o título europeu.

Não que esteja em risco a qualificação para Moscovo, já que as vitórias de hoje asseguram a participação numa meia final amanhã, e com isso os Linces conseguirão os pontos necessários para garantir o bilhete para Moscovo.

O que o resultado com a Geórgia significa é que ou Portugal toma cautela e caldos de galinha, ou pode dizer adeus à coroa da Europa, e a ausência de competição até ao dia do torneio de Moscovo deixa pairar uma nuvem negra sobre as nossas cabeças.

Obviamente que isto nada tem a ver com o empenho dos jogadores ou com a sagacidade dos treinadores.

Tem exclusivamente a ver com o abandono que a direção de Amado da Silva continua a dedicar à nossa equipa de sevens.

Como posso aceitar que não haja condições para preparar uma equipa nacional para a mais  importantes competição da Europa, e uma das quatro mais importantes no Mundo, ao lado do Campeonato do Mundo, dos Jogos Olímpicos ou das Séries Mundiais?

Deixar que os jogadores e treinadores se “desenrasquem” com treinos solitários e sem oposição nem competição de alto nível é apenas inadmissível.

Não houve da parte da FPR nenhuma ação de preparação da nossa seleção digna desse nome, especificamente organizada para o efeito.

A participação nos torneios de Londres e Edimburgo já estava prevista – Portugal participa destes eventos há muitos anos – e os torneios de Split e Paphos são de participação obrigatória.

Agora digam-me lá como pretendem que a equipa chegue a Moscovo no melhor da sua forma?

Começo a pensar que, simplesmente, não pretendem, que aquilo que Amado da Silva disse no seu programa de candidatura foi lá metido a martelo e não revela os seus verdadeiros sentimentos e intenções em relação aos sevens.

E a dar força a esta opinião está o recentemente aprovado Regulamento Geral de Competições, que a par de outras situações inexplicáveis – e que aqui abordarei em breve – e no que diz respeito aos sevens, despromoveu as competições oficiais da variante, da categoria de Campeonatos Nacionais para Torneios Nacionais.

Se é assim que Amado da Silva quer promover os sevens, estamos mal, mas mais me espanta que o vice presidente da federação Pedro Sousa Ribeiro – meu particular amigo – aceite esta situação, logo ele que também esteve na gênese do Lisboa Sevens.

A menos, claro está, que haja uma forte razão para este abandono, e então é obrigação da direção federativa, informar que poderosos motivos são esses.

Mas não venham com a história da falta de dinheiro, pois sendo o Campeonato da Europa a mais importante ação em que o rugby português está envolvido no momento, é a ele que deve ser dada toda a prioridade e alocação de recursos.

Fique com o quadro dos resultados e a classificação provisória, e lamento não apresentar a constituição e marcadores de Portugal, mas, mais uma vez, o site da FPR está mudo e calado, nada dizendo sobre este último jogo, que se realizou por volta da hora do almoço no Chipre…


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Uma resposta to “EM PAPHOS UMA DIFICIL VITÓRIA ASSEGURA QUALIFICAÇÃO”

  1. Manuel Gaivao Says:

    A competição está cada vez mais dura e vai continuar a endurecer. E nós vamos ter cada vez mais dificuldades, apesar da nossa proverbial boa vontade amadora, em lutar contra equipas que serão mais e mais profissionalizadas.
    Os tempos que se avizinham não serão nada fáceis…

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