ESTATÍSTICAS E SUA UTILIDADE

AS ESTATÍSTICAS, E PARTICULARMENTE A IMPORTÂNCIA QUE AS GRANDES POTÊNCIAS lhes atribuem, já foram focadas aqui, quando referimos que com os modernos meios à disposição, os técnicos podem fazer alterações nas equipas entre dois jogos, já que estão permanentemente informados das mais pequenas variações.

Hoje voltamos ao assunto com  alguns elementos recolhidos no relatório estatístico elaborado pela International Board, sobre o recente Hong Kong Sevens.

Repare que não pretendemos fazer uma análise exaustiva da nossa equipa, antes desejamos ajudar os interessados em entenderem o que os números significam.

O relatório completo das estatísticas pode ser encontrado no site da International Board e com a ajuda que aqui vamos dar, não tarda nada também você se tornará um especialista!!

O primeiro elemento a merecer a nossa atenção é o tempo de bola em jogo, por jogo, devidamente separado por posse de bola própria e posse de bola do adversário.

Parte dos dados que vamos analisar a partir daqui serão vistos em função do tempo de posse de bola e não em função do tempo de jogo.

Para melhor compreensão repare que Portugal realizou cinco jogos, o que significa que, sem considerar tempo de descontos, Portugal jogou durante 70 minutos ou 4200 segundos (5 jogos x 14 minutos x 60 segundos). Dado que Portugal marcou 18 ensaios, significa que para cada ensaio Portugal precisou de 233 segundos (3 minutos 53 segundos) de tempo de jogo.

Mas se considerarmos o tempo de posse de bola, os números são bem diferentes.

Ou seja, como Portugal teve uma média de posse de bola de 3,40 minutos por jogo (220 segundos) e disputou cinco jogos, teve a bola dominada por 1100 segundos no total.

Se dividirmos agora este valor pelos 18 ensaios marcados, vamos descobrir que para marcar cada ensaio, Portugal precisou de 61 segundos de posse efectiva de bola.

Agora que já sabemos quantos ensaios marcamos e sofremos, e quanto tempo foi preciso para isso acontecer, vamos saber onde começaram as jogadas que deram origem a esses ensaios.

Depois de vermos a partir de que zona do terreno os movimentos que deram origem começaram, vamos ver como obtivemos a posse de bola nessas ocasiões.

Para terminar esta abordagem, repare agora o que aconteceu nas formações e alinhamentos durante o torneio.

A partir daqui, meus caros, é pôr os neurónios a trabalhar e tirar as suas conclusões.

Não desanime se as suas conclusões não parecerem brilhantes. Afinal só alguns conseguem tirar o máximo partido deste conjunto de números.

Para o ajudar, veja este simples raciocínio tendo como base apenas os números que aqui se apresentam.

Portugal teve 10 formações a seu favor, e ganhou as 10, mas dos 18 ensaios marcados apenas três resultaram dessas formações. Ou seja, você pode dizer que tivemos um excelente comportamento nas nossas formações (100% de aproveitamento), mas já não estivemos tão bem na utilização que fizemos da bola e apenas concretizámos essa vantagem em 30% dos casos.

Portanto deve haver uma preocupação em aperfeiçoar o desenvolvimento das jogadas a partir duma fonte de posse em que provámos ser dos melhores.

Agora faça você o seu trabalho e tire conclusões que possam ajudar os Linces a melhorar…

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