SEVENS EM MOVIMENTO E EM PENSAMENTO

COM O FIM DA ÉPOCA DE XV COMEÇA UM PERÍODO de intensa actividade nos sevens portugueses.

As equipas femininas já vão adiantadas no Circuito Nacional, enquanto os homens se iniciam este final de semana com o tradicional Arcos 7’s.

Depois seguem-se outros quatro torneios integrados no Circuito masculino, a que teremos de adicionar a participação da nossa seleção masculina, Os Linces, nos torneios das Séries Mundiais em Londres e Edimburgo, e nos torneios do Campeonato da Europa de Split, Paphos e, esperemos, Moscovo, onde também estará presente a nossa seleção feminina, a partir de hoje denominada nas nossas páginas como As Gatas.

Gostaríamos que a actual direção federativa, ou o seu presidente, tivessem já anunciado um qualquer plano de desenvolvimento dos sevens, por forma a transformá-los num grande sucesso popular, mas infelizmente isso não aconteceu.

A nomeação do novo Diretor Técnico Nacional para responsável dos Linces parece ser uma decisão acertada, mas na ausência de um diretor federativo capaz de assegurar a condução dos destinos do jogo reduzido em Portugal, vamos estar sujeitos a que Tomaz Morais seja obrigado a exercer funções que não lhe competem e podem mesmo, provavelmente, prejudicar o seu desempenho nas tarefas que lhe são próprias.

Na verdade não deve competir à mesma pessoa a definição da política desportiva, a preparação dos planos de desenvolvimento, a definição e implementação dos planos de formação, a direção técnica das seleções, a criação de condições de trabalho para essas mesmas seleções, a representação de Portugal nos foruns internacionais, e quem sabe que outras funções mais.

Ou seja, fazer a festa, atirar os foguetes e apanhar as canas…

Tomaz Morais já deu provas da sua excelência profissional, mas uma coisa é certa: ainda não possui o dom da ubiquidade…

A menos que depois deste período de actividade, se encerre a “Secção Sevens”, se coloque à sua porta um letreiro “Brevemente Disponível” e se passe adiante, como se o mundo parasse e o tempo para o Mundial 2013 não voasse ou como se os Jogos Olímpicos não passassem de uma ilusão…

Já o dissemos aqui, mas nunca é demais repetir: existem todas as condições para tornar os sevens um sucesso em Portugal, com a expansão do jogo aos 15 Distritos Continentais e, eventualmente, à Madeira, aproveitando e ampliando o trabalho desenvolvido pelo projecto Nestum, e criando condições para a organização de competições Distritais para Adultos, e outras verdadeiramente Nacionais.

Este trabalho poderá em dois ou três anos atrair para o rugby mais 2500 a 3000 jogadores seniores, e se o trabalho de aperfeiçoamento ao mais alto nível não for interrompido, será essa difusão nacional, com os apoios que por certo trará consigo, a base do sucesso internacional a médio prazo.

Se um verdadeiro projecto de expansão nacional não for levado a cabo, então o potencial dos nossos jogadores terá um destino apenas: o lixo.

Pela nossa parte vamos fazendo o que podemos, ora dando a nossa opinião – que passará apenas a ser dada nestas páginas, já que quando quisemos colaborar directamente com a Federação fomos liminarmente arrumados a um canto, com o argumento que era tarde demais, apesar de termos cumprido religiosamente os prazos indicados – ora contribuindo com informações ou críticas.

Hoje vamos fazer referência ao novo Regulamento Geral de Competições, actualmente em exposição pública.

E digo exposição pelas mesmas razões que me levam a não mais enviar colaboração para a direção federativa, ou para o seu presidente: provavelmente Amado da Silva já decidiu, e o facto de pôr os documentos em “consulta” não deve passar de um expediente para cumprir o que afirmou no seu programa de candidatura, e depois fazer exclusivamente o que lhe passa pela cabeça.

Mas não se enganem.

Eu não posso afirmar que as minhas ideias sejam as melhores.

Mas posso afirmar que, como as de todos os que se preocupam com as coisas do rugby, merecem ser escutadas, ponderadas, e aproveitadas ou não conforme for o caso, mas sempre sem preconceitos, ideias pré-elaboradas, dogmas, “certezas absolutas” e, sobretudo, com respeito.

Voltando ao RGC vou só comentar que o tratamento dado aos sevens é, para não dizer outra coisa, ridículo.

Entre 15 competições de organização obrigatória incluir apenas duas de sevens, uma para homens, outra para mulheres, é brincar com o pessoal! (Artº 8º – 1.)

Ou seja, a proposta federativa pretende cumprir a palavra da candidatura de se ter “uma organização e um desenvolvimento absolutamente diferenciados” para o Rugby de XV e o de Sete.

A questão é que o desenvolvimento que se propõe para o rugby de sete se limitou a designar por Torneio Nacional o que antes era Campeonato Nacional!!

Dizer que “o facto de o rugby de 7 ter sido eleita uma modalidade olímpica , justificará, só por si, uma atenção muito especial”, e depois propôr um crescimento negativo – deixou de ser campeonato para ser torneio – é pura demagogia!

Mas a proposta de Regulamento tem um aspecto positivo para os sevens quando torna obrigatória a participação no torneio masculino adulto de todas as equipas participante na Divisão de Honra e no Campeonato da 1ª Divisão (Artº 8º – 3.).

Pena é que no Artº 5º – 3 se defina que “a actividade oficial decorrerá entre os dias 15 de Setembro e 30 de Junho de cada Época Desportiva.”

Mais uma vez só pode ser brincadeira! Aprovado este artigo, não mais será possível organizar torneios oficiais de sevens no mês de Julho, Agosto e até 15 de Setembro, esquecendo a oportunidade de organizar alguns desses torneios no início de época e não apenas em Maio e Junho.

Para que todos fiquem a saber a minha opinião, ela aqui fica, apenas em relação aos sevens, com muito tempo para Amado da Silva analisar, e não poder dizer que não teve tempo útil para o fazer.

PROPOSTA DE COMPETIÇÕES DE 7’S A INCLUIR NO ARTº 8º – 1.

PROPOSTA DE ALTERAÇÕES A INCLUIR NO ARTº 8º – 3.

Substituir “Torneio Nacional de Sevens MasculinoporTodos os Campeonatos Nacionais de Sevens

PROPOSTA DE ALTERAÇÕES A INCLUIR NO ARTº 5º – 3.

Acrescentar “…Desportiva, para o rugby de xv, e entre 1 de Setembro e 31 de Julho de cada Época Desportiva para o rugby sevens.”


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