DIREITO: 42 ANOS DE VITÓRIAS

DIREITO REPETE SUCESSO NA DIVISÃO DE HONRA E AFIRMA-SE como a melhor equipa portuguesa da actualidade, ao vencer Agronomia por 22-12.

Numa vitória incontestada – os observadores são unânimes em reconhecer a superioridade dos advogados – nenhuma voz se levantou desta vez para atribuir à arbitragem responsabilidades pelo curso dos acontecimentos.

Quanto à 1ª Divisão, o CRAV levou a melhor sobre o Évora por 32-10 e assegurou o direito à subida à Divisão de Honra, em substituição do CDUP, conservando a presença de uma equipa além Douro entre a elite do rugby português.

Finalmente para a 2ª Divisão, a final será disputada no próximo fim de semana, entre o Montemor e o Caldas.

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3 Respostas to “DIREITO: 42 ANOS DE VITÓRIAS”

  1. Bernardo Rosmaninho Says:

    Caro Manuel,

    Agradeço-te o trabalho ao responderes a tão longo comentário. Espero que este não seja a primeira vez em que alguém lê uma resposta tua e não só “deu o braço a torcer”, como se costuma dizer na gíria, como te pediu desculpas. Porque é isso que eu estou a fazer.

    Eu não tenho um particular desinteresse ou desconhecimento do que se passou no rugby nacional em Portugal, antes dos anos 90. Sobre essas três décadas pouco mais tenho, em termos de informações, do que horas e horas de conversa com várias pessoas, incluindo um vice presidente da FPR e antigo seleccionador nacional júnior e sénior e outras horas e horas passadas a devorar a ‘literatura’ existente na altura e hoje em dia guardada por alguns membros da comunidade mais velhos e com muito bom senso. Eu sei que é pouco, mas é muito mais do que a maioria das pessoas tem (mas mesmo assim escrevi o meu comentário).

    Não ignoro o papel importante do Grupo Desportivo de Direito na consolidação e expansão do rugby como modalidade em Portugal, nem me esqueci dos muitos títulos nas camadas jovens que o Direito obteve, nessas três/quatro décadas, mas mesmo assim escrevi o meu comentário.

    Escrevi o meu comentário porque aquilo que uma pessoa retira do título é que o Direito tem dominado o rugby nacional nos últimos 42 anos. Como não explicas o porquê do título (e não tens que o fazer), espero que saibas que a maioria das pessoas que ler o artigo e não souber que o primeiro título nacional do GDD foi conquistado em 1967/1968 (ou seja a maioria das pessoas que ler o artigo) vai achar exactamente o mesmo que eu achei.

    Escrevi o meu comentário porque acho que o teu espaço, embora pessoal, embora um blogue livre das responsabilidades e deveres de um órgão de comunicação social como um jornal desportivo ou um site (meio estranho) como o que criei, é muito bom e tem leitores de vários países e origens, divulgando o rugby português a muitas pessoas que pouco dele sabem e a pessoas que pouca ou nenhuma informação têm sobre o passado da nossa modalidade. Isso não é algo que possas controlar, é uma consequência natural do sucesso do teu espaço e algo, a meu ver, positivo.

    No entanto, quando disse que o GDD, “em termos de títulos, pouco mais tinha que uma Taça de Portugal sénior, conquistada em 1975/1976 (vitória por 16-08 contra a Académica na final)”, estava-me a referir aos seniores, escalão em que, de facto, até ao fim da década de 90, o Direito ainda não tinha muitos títulos acumulados. Estava-me a referir aos seniores, porque o artigo é exclusivamente sobre os Campeonatos Nacionais seniores, mas creio que não tiveste isso em conta na tua resposta.

    O facto de não mencionar nenhum dos 12 nomes que enunciaste na tua resposta, nem muitos outros que mereciam destaque caso estivesse exclusivamente a abordar o passado do Direito, foi porque não o estava a fazer. Estava a mencionar aqueles que são, na minha opinião (e na opinião da esmagadora maioria das pessoas com quem até hoje, desde que comecei a jogar rugby, falei sobre o assunto), os dois principais responsáveis pelo enorme salto que o Clube deu de 1998 em diante, em todos os aspectos (e um facto que deu origem a que um dos dois fosse para o Direito).

    Para além disso, creio que é possível afirmar que o Grupo Desportivo de Direito conquistou mais títulos (nos vários escalões competitivos) entre 1998 e 2010 do que nas três/quatro décadas que vieram antes, sem que com isso se queira dizer que o trabalho e o esforço (e os títulos conquistados) nessas décadas não tiveram significado, algo que eu nunca disse nem quis dizer, mas que tu converteste num momento de rara ignorância da minha parte!

    Por fim, sei quem são os vários senhores que enunciaste (Américo Caetano Nunes, António Carqueijeiro, Olgário Borges, Pedro Cid, António Póvoas, Duarte Leal, Élio Simonetti, Picão de Abreu, João Ataíde, Rui Pinto Fernandes, Miguel Nobre Ferreira, Roger Cunha Lopes), e infelizmente só conheci pessoalmente três deles, mas sei qual o papel de todos em certa altura (leia-se durante muitos anos), e nalguns casos, actualmente, no rugby português e internacional.

    Numa altura em que a informação online já é, em termos de receitas, quase tão forte, como a imprensa escrita, chegando a consideravelmente mais gente do que a escrita, e que o rugby precisa, bem mais do que muitos outros desportos colectivos em Portugal, de divulgação positiva e esclarecedora, eu achei que fazia falta, ao teu artigo um asterisco ou uma explicação acerca dos 42 anos de vitórias, algo que permitisse aos leitores do teu espaço (e são muitos), perceber porque é que escolheste esse título.

    Isto porque, numa dedução bastante conservadora, creio que a esmagadora maioria destes não deve saber que o Direito ganhou o seu primeiro título em 1967/1968 (e não existe uma única linha no texto que me permita intuir isso).

    PEÇO-TE IMENSA DESCULPA (E A QUALQUER LEITOR MAIS ESCLARECIDO) SE TE FALTEI AO RESPEITO OU AOS DEMAIS MEMBROS DA COMUNIDADE QUE SINTAM O MESMO EM RELAÇÃO AO MEU TEXTO (ONDE ADMITO, REAGI DE FORMA EXAGERADA). Mas abordei a leitura do teu artigo como uma pessoa menos informada faria e foi por isso escrevi muito mais do que queria e devia ter escrito. porque percebi mal (tal como muita gente perceberá) a razão de estar ali aquele título e, como consequência, interpretei mal o seu significado.

    Por isso fiz o meu comentário e, nem que seja porque prezo a tua opinião e superior experiência, agradeço-te a resposta e não lamento ter deixado aqui o meu texto. Mas devias ter tido em conta que eu, ao escrever o que escrevi, não estava a colocar de parte décadas de passado mas sim a reagir ao título do artigo (algo que se nota e é claro no comentário), e parece-me que não tiveste isso em conta durante a maioria da tua resposta.

    Tens muita gente a ler este espaço, eu incluído. Muita gente que não sabe, e podia saber, que o primeiro título do Grupo Desportivo de Direito foi há 42 anos. Muita gente que reconhece que o GDD é um dos grandes e, actualmente, o maior clube de rugby em Portugal.

    Este presente brilhante não acontece sem um passado positivo nem o anula, mas numa altura em que é necessário lutar pela credibilização e expansão correcta dos meios de comunicação social afectos ao rugby, para além das tradicionais individualidades que na imprensa escrita, escrevem sobre ele, ficava bem um asterisco ou uma explicação, sobretudo porque para um leitor comum, aquele título dá um sentido bem diferente ao resto do post do que aquele que lhe deste que era o de salientar que, há 42 anos atrás, um grupo de jovens do GDD conquistou outro Campeonato (tão ou mais importante do que este, na minha opinião).

    Um abraço,

    Bernardo Rosmaninho

    PS: Escusado será dizer que com esta resposta considero, da minha parte, o assunto encerrado, pois não quero obrigar ninguém a ler outro ‘testamento’ destes e já expliquei onde é que esteve o meu erro, se é que se pode chamar a uma má interpretação que fiz.

  2. mrrcabral Says:

    Caro Bernardo,
    Confesso que hesitei entre responder ao teu comentário, ou deixá-lo apenas falecer por ele próprio, mas a consideração e amizade que te dispenso, acabou por fazer-me decidir pela resposta.
    Primeiro, como deverias ter reparado, não faço qualquer comparação com o historial de nenhum outro clube, pelo que as comparações que tu fazes, não podem ser atribuídas ao meu artigo, mas apenas à tua vontade de estabelecer essas comparações.
    A única parte que poderia ser levada nessa linha, afinal merece o teu acordo, quando dizes que o GDD não só é a melhor equipa da actualidade, como – palavras tuas – dos ultimos 10/12 anos. Eu não diria tanto, mas também não te vou contrariar.
    Tivesse o vencedor sido o CDUL, e o título diria respeito ao Universitário, se fosse o Belenenses, diria respeito ao Belenenses, mas como foi o Direito, não vejo porque não dizer respeito ao Direito.
    Agora amigo Bernardo, dizer que o Direito antes de 198/99 pouco mais tinha de relevante que uma Taça de Portugal na época 1975/76 é uma manifestação de grande desconhecimento, que vinda de ti me espanta. E que apenas posso atribuir à tua juventude e pelo desconhecimento que tens do que se passou no rugby português nas décadas de 60, 70 e 80.
    Mas não posso deixar de te dizer que nada do que hoje acontece no nosso rugby se passaria se não tivessem havido aqueles heróicos anos, em que o rugby deixou de ser privilégio de um punhado de iluminados para passar a fazer parte do imaginário lusitano do desporto.
    E nesse percurso, o Direito teve um dos mais importantes papéis, a par de outros grandes clubes, de Lisboa e fora dela.
    Quanto à motivação dos “42 anos de vtórias”, apenas se refere ao primeiro título nacional conquistado pelo GDD, em 1967/68, na nova – para a época – categoria de Juvenis, título que foi repetido no ano seguinte, e a que se seguiu um Campeonato Nacional de Juniores em 1970/71 (talvez seja 71/72) e uma longa série de títulos nacionais nos escalões mais jovens.
    No que respeita ao escalão senior, estás certo quando dizes que o primeiro título nacional foi a Taça de Portugal em 75/76, mas não estás a fazer justiça ao clube deixando de lado a repetição da vitória em 1980/81 e em 81/82.
    Para não alongar este comentário uma última referência ao que dizes sobre a (real) importância do Tomaz Morais ou do Mário Leite Santos, apenas para te lembrar 12 nomes de outros tantos técnicos e dirigentes que foram importantes não só para o Direito, como para o rugby português no seu conjunto:
    Américo Caetano Nunes, António Carqueijeiro, Olgário Borges, Pedro Cid, António Póvoas, Duarte Leal, Élio Simonetti, Picão de Abreu, João Ataíde, Rui Pinto Fernandes, Miguel Nobre Ferreira, Roger Cunha Lopes
    Não os deves conhecer, mas são dois presidentes do clube e três da FPR, um vice presidente da FIRA, dois presidentes da AG da FPR, dois treinadores nacionais, dois Diretores Técnicos da FPR.
    É natural que não conheças, pois todos eles exerceram funções antes de 1990 – período sobre o qual demonstraste uma rara ignorância – mas podes crer que são apenas a ponta do iceberg dos técnicos e dirigentes formados no clube.
    Pois é amigo Bernardo, há outros grandes clubes em Portugal, talvez até maiores, mas hoje apenas se justificava referir o GDD.
    Afinal foi o Direito que ganhou o Campeonato!

  3. Bernardo Rosmaninho Says:

    Caro Manuel, boa noite.

    Espero que estejas bem.

    Não que não concorde com o teu artigo, o Grupo Desportivo de Direito é, de uma forma clara (e sem contestação no que diz respeito aos demais escalões competitivos, incluindo, obviamente os seniores), o maior clube português da actualidade (e, na minha opinião, dos últimos 10/12 anos) e, por mérito próprio, um dos grandes emblemas do rugby português.

    Todavia, e eu sei que o Mão de Mestre é o teu blogue, podendo nele escreveres, em verdade, o que bem te apetecer, começar um artigo com o título: DIREITO: 42 ANOS DE VITÓRIAS quando te estás a referir a um clube que, antes de 1998/1999, de relevante em termos de títulos, pouco mais tinha que uma Taça de Portugal sénior, conquistada em 1975/1976 (vitória por 16-08 contra a Académica na final), estás a ser brutalmente parcial, quiçá (acrescento eu) a puxar um pouco para o fanático.

    Se o GDD é o clube do teu coração, caro autor, para além do meu pedido de desculpas pela intervenção, dou-te também os parabéns, pois assisti ao jogo e a parte das conquistas do Direito na última década e eles têm estado, como sugeri acima, muito fortes em todas as competições que entram (leia-se escalões em que competem, em especial nos seniores).

    Fica aqui, no entanto, o reparo, pois não creio ser justo para o resto da comunidade toda (e para quem te lê e não sabe muito da história do rugby português para além dos últimos anos) estares a “pintar” o Direito como um gigante histórico da modalidade em Portugal quando o clube, para além de ter beneficiado, na sua emergência a ‘grande’ do rugby nacional, do erro colossal do Cascais, que dispensou o Prof. Tomaz Morais dos seus quadros, do projecto do Dr. Mário Leite Santos (e respectivas direcções) e dos demais apoios que têm chegado ao clube desde 1998 (na altura foi a TV Cabo e depois seria a Sport TV), ainda carece, infelizmente, de infraestruturas apropriadas para o seu estatuto e só começou a “vencer” há pouco mais de 10 anos!

    “Meio século de rugby”, expressão empregue pelo Sr. João Fragoso Mendes, na página oficial do Direito, quando apresenta aos visitantes a instituição, é algo apropriado, agora “42 anos de vitórias”, quando ainda falta muito para que o GDD apanhe, em termos de historial, clubes como a Académica, o Belenenses, o Benfica ou o CDUL, em especial o CDUL que em termos de vitórias registadas nos vários escalões competitivos, continua a ser o rei e senhor da modalidade, é no mínimo bárbaro, para não dizer algo assustador (isto porque tens um conhecimento do rugby português, passado e presente, em especial o passado, muito superior ao meu e sabes por certo que não estou a exagerar).

    Sobretudo quando em termos de condições, e não abordei muito esse aspecto pois o clube precisa de direccionar alguns apoios para umas obras e melhorias claramente necessárias, existe um número razoável de emblemas que estão bem melhor que os ‘advogados’, a começar pelo finalista vencido, a Agronomia e a acabar com o recém-promovido CRAV, com muitos nomes pelo meio, como o CDUL, a Lousã, o Guimarães, o Elvas, o Vitória de Setúbal, ou o Abrantes, por exemplo.

    Um abraço e continuação de um bom trabalho,

    Bernardo Rosmaninho

    PS: Uma nota, apenas para informar que nunca joguei por nenhum dos clubes supra citados, não tendo por isso, para além do afecto e respeito inerente às instituições (e a muitas pessoas que nelas trabalham e que, desde que criei o rugbyportugal.com, me têm ajudado, encorajado ou apoiado), qualquer ligação aos mesmos.

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