O XV IDEAL DO 6 NAÇÕES

A ESCOLHA DO XV IDEAL NÃO FOI TAREFA FÁCIL, já que apetecia indicar a equipa francesa para o “cargo”, mas depois de analisar todos os jogos ao pormenor, Rui Afonso acabou por deixar de fora alguns gauleses.

Como o nosso analista diz, não foi fácil a escolha do XV nem do jogador mais valioso do torneio.

Isto porque, jogadores como François Trinh-Duc ou Mathieu Bastareaud (FRA), Stephen Jones (PdG), John Beattie, Kelly Brown (ESC), Mark Cueto (ING), Keith Earls (IRL), ou Martin Castrogiovanni (ITA), entre outros, foram também fundamentais para os triunfos ou, pelo menos, para os bons desempenhos das suas equipas ao longo das cinco jornadas.

A nossa escolha prende-se, sobretudo, com a regularidade das exibições e com a excelência que cada um dos eleitos demonstrou no cumprimento do seu papel em campo, com a precisão que se exige a profissionais ao mais alto nível, numa das competições desportivas mais importantes do mundo.

Assim, aqui fica a Equipa do Torneio das 6 Nações 2010.

1 – Thomas Domingo (FRA)

O mais regular dos pilares em prova. Jogou todos os encontros e destacou-se no trabalho da formação ordenada, na qual dizimou todos os pilares direitos que encontrou pela frente. Forçou frequentemente os treinadores adversários a fazerem alterações na primeira linha para equilibrar as contas.

Muito concentrado nas suas tarefas principais, raramente teve a bola na mão. No entanto, quando a teve, provou ser difícil de derrubar, ser capaz de conquistar metros assinaláveis e de passar a bola inteligentemente.

2 – William Servat (FRA)

Para além de consistente nas fases estáticas, ficou evidenciada a sua capacidade de posicionamento e a sua rapidez a participar no ataque. Muito poderoso no embate, agressivo quer a atacar (o ensaio marcado prova isso mesmo), quer a defender. Foi sempre substituído por Dimitri Szarzewski, outro talonador de grande qualidade. No entanto, foi a primeira escolha de Livremont nos cinco jogos e saiu quando estes já estavam resolvidos.

3 – Nicolas Mas (FRA)

O pilar direito foi também muito regular em todo o torneio, com destaque para o equilíbrio que proporcionou à sua melê. Muito activo no trabalho de ruck e a colaborar no maule. Tal como Domingo, preocupou-se essencialmente com o trabalho de avançados. Ainda assim, sempre que solicitado, conseguiu participar no jogo aberto com bons pormenores técnicos.

4 – Lionel Nallet (FRA)

Batalhador. Uma autêntica carraça na disputa dos rucks sem dar qualquer bola por perdida. Defende com agressividade e eficácia e é um óptimo saltador.

5 – Paul O´Connell (IRL)

Não foi certamente o seu melhor Torneio das 6 Nações. No entanto, assumiu a liderança da sua equipa e, a par de Wallace e Ferris, destacou-se no jogo de avançados, onde a Irlanda teve problemas. Apesar de alguns jogos menos conseguidos, continua a ser fundamental no alinhamento e um guerreiro autêntico nas fases dinâmicas. É inteligente com a bola na mão e joga exclusivamente para o colectivo.

6 – Thierry Dusautoir (FRA)

O capitão francês é um dos melhores do mundo na sua posição. Defende como ninguém, antecipa as linhas de corrida do adversário e está sempre bem posicionado. Placa muito bem, com o intuito de recuperar imediatamente a bola, sem, por isso, cometer demasiadas faltas. Raramente erra e nunca tem dúvidas.

7 – John Barclay (ESC)

Uma das maiores revelações do torneio. Impressionou pela consistência a atacar e a defender. Hábil placador e rápido a pressionar o portador da bola; eficaz nos turnovers e a iniciar bons contra-ataques para a sua equipa.

8 – Imanol Harinordoquy (c)(FRA)

O nosso jogador do Torneio de 2010.

Completo e muito regular. Fez a diferença em todos os jogos, marcando ensaios, estando várias vezes no penúltimo e no último passe. É muito rápido a apoiar e é um ball carier impressionante, extremamente difícil de parar. Tecnicamente superior a muitos três quartos, tem uma leitura global do jogo: encontra espaços, escolhe bem a quem dar a bola, finta com eficácia, desequilibrando no jogo ofensivo como poucos jogadores no rugby actual. É também um bom defensor, com placagens duras e eficazes. É importante nas fazes estáticas, tanto a sair com a bola na melê, como a garantir a sua posse no alinhamento.

9 – Morgan Parra (FRA)

O melhor marcador da equipa francesa destacou-se por muito mais do que a sua facilidade em encontrar os postes quer de penalidade, quer através de pontapé de ressalto. Enérgico e criativo, mostrou ser capaz de comandar o experiente pack francês, de tomar decisões acertadas, de perceber o mau posicionamento dos adversários para daí tirar partido.

Formou com Francois Trinh-Duc a dupla de médios mais eficaz da prova, pela dinâmica que garantiu aos três quartos franceses que, apoiados por uma terceira linha muito forte, estiveram demolidores no ataque.

Ainda que com exibições algo oscilantes, fruto talvez da sua idade ou de uma personalidade nitidamente conflituosa, fez jogos muito perto da perfeição, sobretudo contra a Irlanda.

10 – Dan Parks (ESC)

É daqueles jogadores que, sozinho, pode decidir um jogo, tal é a consistência do seu jogo ao pé. Para além de um exímio concretizador de penalidades e de conversões de ensaio a partir de qualquer zona do meio campo para a frente, é excelente no pontapé defensivo (encontrando quase sempre a touche, ou o espaço vazio) e no pontapé táctico, pressionando a defesa contrária e a saber tirar partido da rapidez dos seus colegas. A Escócia transformou-se depois do primeiro jogo. E muito por sua culpa.

11 – Shane Williams (PdG)

Quem anunciava o fim da carreira do jogador do ano de 2008 para a IRB, enganou-se. Shane Williams foi, em todo o torneio, o jogador que mais tentou evitar o desaire galês. Marcou três ensaios, deu outros tantos, desequilibrou com as suas linhas de corrida, finta e passe. A recuperação épica da sua equipa contra a Escócia, que culminou num ensaio seu, ficará para sempre na memória dos adeptos do rugby.

12 – Yannick Jauzion (FRA)

Um jogador completo. Ataca e defende com inteligência, aliando o seu potencial físico a uma elegância técnica invulgar, mesmo para um jogador francês. Está sempre bem posicionado e complica muito a vida a quem o tem pela frente. No ataque, encontra facilmente espaço para progredir, apoia muito bem o portador da bola e faz passes acertados que frequentemente dão em ensaio.

13 – James Hook (PdG)

A escolha de Gatland para segundo centro em todos os jogos do torneio revelou-se acertada. Apesar de originalmente jogar a abertura, Hook encontrou o seu espaço na posição do XV onde mais desequilibra ofensivamente, e que lhe permite usar o seu poder de explosão. Prova disso são os três ensaios marcados no torneio, e as muitas jogadas perigosas que protagonizou.

14 – Tommy Bowe (IRL)

Finalizador por excelência, Tommy Bowe foi, a par Earls, a arma mais perigosa da Irlanda durante a prova com três ensaios marcados. Para além de oportuno, Bowe tem facilidade no jogo ao pé, sabe posicionar-se defensivamente e atacar as bolas altas com eficácia, tanto no ataque como na defesa.

15 – Clement Poitrenaud (FRA)

O jogador francês foi, sem dúvida, o melhor defesa do torneio de 2010. Muito seguro a defender, com um excelente jogo ao pé que lhe permitiu recorrentemente aliviar a pressão com a conquista de muitos metros para a sua equipa. Raramente comprometeu por conhecer muito bem a posição que ocupa no terreno.

Mas foi a atacar, a contra-atacar e a pressionar o adversário que se destacou. Rapidíssimo e imprevisível, com uma visão de jogo superior, conseguiu encontrar espaços, desmontando por completo as defesas adversárias, tanto com pontapés tácticos perfeitos, como a jogar à mão a partir da sua área de 22. Esteve igualmente bem a apoiar o ataque e a criar superioridade numérica para a sua linha de três quartos.

Conheça os nossos rapazes.

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Uma resposta to “O XV IDEAL DO 6 NAÇÕES”

  1. Pedro Andrade Says:

    Acho só que o arrier devia ser o Lee byrn do pais de gales!

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