PORTUGAL-ROMÉNIA: A ANÁLISE DO JOGO

PORTUGAL PERDE COM A ROMÉNIA E ESTÁ FORA DO MUNDIAL DA NOVA ZELÂNDIA, para desgosto de todos nós.

O Rui Afonso analisou o jogo e dá-nos aqui a sua visão dos factos.

Portugal perdeu hoje a oportunidade de chegar ao playoff de acesso ao Mundial de 2011, depois de uma derrota em casa com a Roménia por 9-20.

O jogo até começou bem para os Lobos, com Joe Gardener a transformar uma penalidade dificílima logo aos três minutos, a cerca de 60 metros da linha de ensaio romena.

O abertura romeno só viria a empatar a partida aos 25 minutos através de penalidade e contra o rumo do jogo, já que Portugal dominava e conseguia manter a bola no meio campo contrário.

Logo a seguir o asa Burcea vê o primeiro amarelo da partida e, com cerca de 20 minutos para jogar até ao intervalo, com a equipa portuguesa a demonstrar muita concentração e a criar perigo, nascia a esperança de Portugal voltar para a frente do marcador, aproveitando a desvantagem numérica do adversário.

Tal não aconteceu e aos 29 minutos Joe falha a sua segunda penalidade e, mesmo antes do intervalo, após melês sucessivas a cinco metros da área de ensaio portuguesa, o árbitro decide-se por marcar um ensaio de penalidade a favor da Roménia, por faltas consecutivas da formação ordenada portuguesa.

Com o resultado em 3-10, Portugal mantinha-se à distância de um ensaio convertido e tudo fazia crer que era possível superar a equipa romena, depois de uma primeira parte em que os Lobos foram superiores e, ao contrário do que se esperava, tiveram mais posse de bola e as melhores oportunidades do jogo.

Contudo aos oito minutos da segunda metade, o abertura romeno acrescenta mais três pontos ao marcador após transformação de penalidade.

Aos 11 minutos Joe desperdiça o seu terceiro pontapé aos postes, desta vez de uma zona perfeitamente ao seu alcance.

Imediatamente a seguir, depois de um pontapé longo de um jogador romeno, Joe comete um erro incrível, optando por seguir o jogo em vez de deixar sair a bola pela linha de bola morta, o que resultaria numa formação ordenada com introdução portuguesa na área de 22 contrária.

É placado, deixa cair a bola e o centro romeno aproveita para marcar mais um ensaio, o que comprometia seriamente as esperanças portuguesas.

Aos 15 minutos, acabado de entrar para o lugar de Gardener, Pedro Leal transforma uma penalidade, reduzindo a desvantagem portuguesa para 14 pontos, estabelecendo o resultado em 6-20.

Nesta altura as coisas corriam melhor aos Lobos que, como é hábito, não desistiam e davam tudo por tudo para chegar à área de ensaio adversária, obrigando os romenos a recorrer à falta para travar o seu ímpeto.

Pedro Leal volta a concretizar mais uma penalidade e a Roménia, a jogar com 13 a cerca de 15 minutos do fim, procurava destabilizar a ofensiva portuguesa o melhor que era capaz.

Mesmo com a derrota praticamente assegurada, os portugueses não se deixaram apoderar pela frustração e estiveram perto do ensaio por duas vezes, falhando nos momentos cruciais e permitindo a recuperação da bola aos jogadores da Roménia.

Os Lobos procuraram continuamente o ensaio de honra, mas a Roménia manteve-se concentrada a defender e evitou todas as investidas portuguesas até ao apito final.

Portugal perdia o jogo, mesmo depois de uma grande exibição que deixa o país orgulhoso, sobretudo pela coragem e empenho de todos os jogadores até ao último minuto.

Destaque-se o bom jogo do grupo de avançados que soube contrariar o poderoso conjunto romeno tanto na formação ordenada, como nas formações espontâneas.

No alinhamento as coisas correram menos bem, uma vez mais, com várias oportunidades desperdiçadas que podiam ter conduzido a jogadas perigosas dos três quartos.

Apesar de alguns erros na primeira placagem, João Correia, Vasco Uva, Eduardo Acosta, Diogo Mateus, só para citar alguns nomes, estiveram muito bem a defender, conseguindo várias recuperações, jogando no limite da falta sem, contudo, conceder demasiadas oportunidades aos romenos.

Apesar de alguns adiantados clamorosos, os três quartos portugueses também souberam produzir boas jogadas ofensivas, com destaque para Frederico Oliveira e para os suplentes Pedro Leal, Cardoso Pinto e Miguel Portela que entraram muito bem no jogo.

João Júnior e Bernardo Duarte estiveram igualmente em bom plano e voltaram a demonstrar que são alternativas válidas para o cinco da frente.

Portugal vê fugir a segunda participação consecutiva num Mundial de Rugby, mesmo depois de três boas exibições que podiam ter tido um desfecho diferente.

Os Lobos jogaram de igual para igual com equipas tradicionalmente superiores, que estão à sua frente no ranking e têm mais recursos a todos os níveis para uma evolução sustentada da modalidade nos seus países.

Depois de uma derrota desencorajadora, numa altura em que os dirigentes, a equipa técnica e os jogadores repensarão na estratégia a adoptar para as próximas competições, é importante relembrar que todo o trabalho realizado de há dez anos para cá deu frutos incomensuráveis e únicos na história do rugby português.

E, por isso mesmo, deve ser continuado.

Veja o quadro dos resultados e a classificação quando apenas falta o Roménia-Espanha, que não vai afetar o posicionamento classificativo das equipas.

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