ROMÉNIA, UM ADVERSÁRIO DE PESO

PORTUGAL JÁ DEFRONTOU A ROMÉNIA POR 16 VEZES, e apenas em duas ocasiões a sorte sorriu à nossa equipa, e mesmo assim sempre pela margem mínima.

Em 2003 em Lisboa, ganhámos por 16-15, e o ano passado, em Bucareste, a vitória foi por 22-21. Duas vitórias com a chancela de Tomaz Morais.

Esta derrota de Bucareste, em particular, está atravessada na garganta dos chaparros (Oaks), que prometem desforra para Lisboa, no próximo sábado.

A história das catorze derrotas frente aos romenos é fácil de fazer, com o resultado do jogo de 1996 a ficar na memória de todos nós, como um dos maiores fracassos das nossas cores.

A derrota por 92-0 marcou com toda a certeza quem participou nesse jogo, e todos nós andamos dois ou três dias sem vontade de sair à rua.

Dessa equipa comandada por João Paulo Bessa, ainda há um jogador ao serviço da seleção nacional.

Ele é o Miguel Portela, que fez a sua estréia internacional nesse malfadado dia.

Esta é a oportunidade porque Portela tem sonhado toda a vida, já que não jogou em 2003, nem no ano passado: se ganharmos, não ficará apenas com a satisfação da vitória.

Afastará do Mundial um histórico, e abrirá caminho para a nossa segunda participação no evento.

Miguel Portela poderá então esquecer o jogo de 13 de Abril de 1996 em Bucareste, e substituí-lo na memória por este outro.

O ano passado Portugal marcou um ensaio através de Juan Severino, contra dois dos romenos, o que poderá ser importante se for necessário entrar em conta com os factores de desempate.

Os restantes pontos da vitória de 21 de Março de 2009, foram todos obtidos por Pedro Cabral (1T, 5PP), que parece de volta à sua melhor forma, depois dos 15 pontos (seis conversões em oito tentativas) que marcou contra a Espanha.

Voltando ao terrível saldo que temos com a Romênia, apenas com a passagem dos destinos da seleção portuguesa para as mãos de Tomaz Morais, as coisas sofreram uma enorme reviravolta, e Portugal passou a ombrear com este e outros adversários, disputando sempre a vitória.

Hoje, quando se fala da provável saída de Morais de direção da equipa depois do Campeonato do Mundo, e que se perfilham nas sombras alguns candidatos ao lugar, bom seria que aos responsáveis pela Federação nem passe pela cabeça o recurso a algum personagem do passado.

É uma escolha difícil, mas que não pode deixar de ter em conta a firmeza de caráter, a sobriedade, a capacidade de construir pontes em vez de as destruir.

Veja o quadro de todos os jogos com os romenos.

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