O GALO CANTOU PELA QUARTA VEZ

COM O 6 NAÇÕES A CHEGAR AO SEU FINAL VEJA A ANÁLISE DA 4ª JORNADA feita pelo epecialista do Mão de Mestre.

Rui Afonso que começou a sua colaboração há tão pouco tempo, já se tornou uma leitura imprescindível para aqueles que gostam de saber das coisas.

Depois de nos ter transmitido o que sentiu ao ver a vitória de Portugal em Madrid, o Rui mostra-nos hoje como correram os jogos entre os seis grandes da Europa.

No Domingo a França venceu o quarto jogo consecutivo no torneio.

Sem surpresas, os franceses bateram a Itália em casa por expressivos 46-20 e estão cada vez mais perto do Grand Slam.

No primeiro jogo de Sábado, os esforços galeses revelaram-se insuficientes para travar a Irlanda no Croke Park.

Os irlandeses venceram confortavelmente por 27-12, num resultado que peca por escasso tendo em conta as penalidades falhadas pela equipa da casa.

Em Murrayfield a Escócia impôs o empate à Inglaterra que, apesar de teoricamente superior, ficou mais uma vez aquém das expectativas. O resultado ficou em 15-15.

Irlanda – País de Gales

O jogo começou equilibrado, com Stephen Jones a marcar os primeiros pontos através de uma penalidade aos dez minutos. O abertura foi, aliás, o autor de todos os pontos galeses, falhando apenas uma penalidade.

Aos 25 minutos, quando o resultado estava em 6-3, Lee Byrne é expulso temporariamente. A Irlanda aproveitou a desvantagem numérica dos galeses e, até ao final da primeira parte colocou o marcador em 16-6 com dois ensaios por Earls e O´Leary.

Na segunda parte viu-se mais do mesmo: boas jogadas dos três quartos irlandeses que iam aproveitando com perigo a desorganização defensiva do adversário; O´Leary e Earls voltaram a ser os protagonistas e, numa boa combinação finalizada pelo ponta, constroem o terceiro ensaio irlandês.

Aos 75 minutos, Sexton dá a estocada final na equipa galesa com um pontapé de ressalto de belo efeito.

Ao contrário do que se passou nos primeiros três encontros, os galeses não tiveram força para se manterem no resultado, apesar de terem pressionado o adversário no primeiro quarto de hora da segunda parte.

Contudo, se não fosse o jogo concentrado de Stephen Jones e as oportunidades desperdiçadas por Sexton, o País de Gales teria trazido na bagagem uma derrota bem mais humilhante.

Escócia – Inglaterra

Apesar de não se terem marcado ensaios na disputa da Calcutta Cup no passado Sábado, o público de Murrayfield pôde assistir a um grande combate entre Escócia e Inglaterra, onde o equilíbrio foi a nota dominante.

Aliás, em nenhum momento do jogo qualquer das equipas esteve em vantagem por mais de três pontos.

Todos os pontos foram conseguidos pelos médios de abertura das duas equipas, no caso, Jonny Wilkinson e Toby Flood do lado inglês e Dan Parks do lado escocês.

Wilkinson saiu lesionado, tal como Ugo Monye e Kelly Brown na sequência de colisões mais duras do que o habitual, o que dá conta da grande combatividade a que se assistiu neste empate a 15 entre as duas nações.

França – Itália

A França começou o jogo de forma extraordinária marcando três ensaios magníficos nos primeiros 25 minutos através de Harinordoquy e Marty (por duas vezes).

Comandados por Morgan Parra (que, em mais uma grande exibição, marcou 16 pontos), os franceses continuaram a dominar o jogo até perto dos 70 minutos com mais três ensaios por Andreu, Jauzion e Lapandry, fazendo prever um resultado devastador para os italianos que até vinham duma moralizadora vitória na jornada anterior contra a Escócia.

No entanto, depois de inúmeros erros e de tudo permitirem ao ataque francês, os italianos não desistiram e conseguiram marcar dois ensaios consecutivos mesmo a fechar o encontro por Del Fava e Canavosio.

Equipa da Jornada

1 – Thomas Domingo (FRA) – Dominou Castrogiovanni na melê e fez tudo o que dele se exigia. Quando saiu de jogo os italianos aproveitaram.

2 – Dylan Hartley (ING) – Um jogador com grande futuro: para além de efectivo nas fases estáticas, está sempre em jogo. Seguro com a bola na mão, oportuno a participar no jogo ao largo e já com uma capacidade de liderança relevante.

3 – Nicolas Mas (FRA) – Mais uma exibição consistente. Com Domingo e Servat, constitui a melhor primeira linha da prova e, talvez, do rugby actual.

4 – Lois Deacon (ING) – A pouco e pouco faz-nos esquecer Shaw. Foi dos melhores do pack inglês, sobretudo pela sua disponibilidade e eficiência nos rucks.

5 – Paul O´Connell (IRL) – A sua melhor exibição do torneio. Esteve impecável em todo o jogo de avançados. Impressionou pela sua visão de jogo, com uma arrancada e uma assistência que resultaram no ensaio de O´Leary.

6 – Kelly Brown (ESC) – Incansável, tal como toda a terceira linha da Escócia. São eles os verdadeiros impulsionadores do jogo escocês: pressionam, recuperam bolas, jogam bem entre si ganhando metros que os três quartos não aproveitam.

7 – John Barclay (ESC) – Sempre presente. Hábil a placar e a pressionar rapidamente o portador da bola.

8 – Imanol Harinordoquy (FRA) – Apesar do enorme jogo de Beattie, Man of the Match do Escócia-Inglaterra, o terceira linha centro francês fez mais um jogo assombroso com um ensaio e uma assistência que muito dizem da sua rapidez no apoio, da sua habilidade com a bola na mão e da facilidade com que evita placagens.

9 – Thomas O´Leary (c)(IRL) – Construiu dois dos ensaios da Irlanda e marcou o outro. Absolutamente decisivo. Fez o seu melhor jogo pela equipa irlandesa.

10 – Stephen Jones (PdG) – Marcou todos os pontos da sua equipa e manteve-se concentrado apesar do descalabro que acontecia à sua volta.

11 – Keith Earls (IRL) – Muito rápido e possante, não deu hipótese aos defesas galeses. Para além dos dois ensaios que marcou, foi sempre perigoso com a bola na mão. Está a evoluir tecnicamente.

12 – Yannick Jauzion (FRA) – Marcou um ensaio. Distribui jogo com excelência e defende com muita eficácia.

13 – David Marty (FRA) – Excelente regresso. Para além de excelentes linhas de corrida e facilidade no passe, marcou dois ensaios de grande oportunidade.

14 – Marc Andreu (FRA) – Mostrou muita confiança na sua estreia como titular: marcou um ensaio e ofereceu outro a Jauzion, depois de um grande arranque e de um passe soberbo.

15- Clement Poitrenaud (FRA) – Brilhante. Se, à primeira vista, parece louco nas opções arriscadas que toma na sua linha de 22, rapidamente nos apercebemos da visão de jogo incrível do defesa francês, ao encontrar espaços e a proporcionar contra-ataques mortíferos à sua equipa.

(c) – A braçadeira de capitão fica com o melhor da jornada.

O Pior da Jornada

Lee Byrne – Não fez um mau jogo, mas foi a partir da sua expulsão que a Irlanda conseguiu distanciar-se no marcador. Tornou tudo muito mais difícil para o País de Gales. Com a equipa muito desfalcada de jogadores experientes, esperava-se que o Lion fosse um exemplo.

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