O JOGO DE MADRID NA LUPA DO MÃO DE MESTRE

COMO JÁ VEM SENDO HABITUAL, TRAZEMOS AQUI A ANÁLISE de Rui Afonso, o  nosso especialista na matéria.

Se você esteve em Madrid ou assistiu ao jogo na televisão, confira aqui as suas opiniões.

Mas se não teve a felicidade de ver os Lobos em acção, leia o texto do Rui, feche os olhos e sonhe…

Portugal voltou a vencer para o Campeonato da Europa derrotando a Espanha em Madrid por 15-33, num jogo em que realizou uma boa exibição, criando várias jogadas de belo efeito através dos seus três quartos nitidamente superiores à linha adversária.

Logo aos dois minutos de jogo, Portugal ganha vantagem após penalidade transformada por Pedro Cabral.

Aos cinco minutos, depois de uma desatenção defensiva do lado português, a Espanha marca um ensaio pelo seu número 13 que ultrapassou três jogadores portugueses sem muito esforço.

A perder apenas por dois pontos, Portugal começa gradualmente a superiorizar-se e a estabelecer-se no meio campo contrário sem deixar jogar a Espanha.

A equipa revelava consistência em todos os momentos de jogo, excepção feita na formação ordenada onde as coisas foram mais equilibradas. Diga-se que o árbitro esteve mal a orientar este capítulo do jogo marcando algumas faltas duvidosas aos avançados portugueses.

Aos 20 minutos, depois de uma grande jogada de três quartos que começa em Pedro Cabral e acaba em António Aguilar, os Lobos marcavam o seu primeiro ensaio seguidamente convertido pelo abertura.

Cabral viria a marcar 15 pontos ao todo, falhando apenas duas penalidades. Isto trouxe muita tranquilidade à equipa que, desta vez, soube aproveitar com pontos os erros do adversário.

Pouco depois, Portugal marcava novamente através do seu capitão João Correia com um pick and go mesmo junto à linha de ensaio espanhola. O talonador esteve muito bem e revelou-se uma peça chave na introdução do alinhamento, no ataque e na defesa.

Mesmo a fechar a primeira parte, Frederico Oliveira recebe um bom passe de Joe Gardener e corre 30 metros com a bola na mão fintando seis adversários para marcar o terceiro ensaio português.

O ponta esteve muito bem ofensivamente e surpreendeu várias vezes o adversário com o seu arranque, fruto de boas combinações com os seus colegas.

Cabral converte este ensaio espectacular e estabelece o marcador em 8-27 no final dos primeiros 40 minutos.

Na segunda parte o jogo foi mais monótono e os Lobos, talvez por estarem a vencer com alguma facilidade e já a pensar na Roménia, foram menos eficazes e permitiram algum domínio espanhol depois de jogado o primeiro quarto de hora.

Aos 55 minutos, a Espanha chega ao segundo ensaio através do seu defesa (um dos melhores em campo), que aproveita a passividade dos jogadores portugueses visivelmente pouco concentrados.

Mesmo a jogar pior que no primeiro tempo, Portugal fez o suficiente para não sofrer mais pontos, chegando mesmo a transformar mais uma penalidade por Joe Gardener num pontapé frontal a 50 metros dos postes.

A equipa portuguesa cumpriu o seu papel e venceu um adversário inferior mas que, sobretudo a jogar em casa, já causou surpresas desagradáveis aos Lobos.

Apesar da desatenção inicial, a equipa portuguesa impôs o seu jogo, realizou uma grande primeira parte e deu boas indicações para o jogo decisivo da próxima semana frente à Roménia.

De destacar também a boa exibição dos avançados portugueses: muito bem nos alinhamentos (G. Uva, Conrad e Acosta), nos rucks e nos turnovers. Apesar da lesão de Murré, Da Costa revelou-se um substituto à altura para a posição de pilar direito. Francisco Fernandes esteve uma vez mais em bom plano na primeira linha: possante fisicamente e rápido a apoiar e a chegar ao ruck.

Para além das boas jogadas no canal três já mencionadas, os três quartos foram eficazes a pressionar o adversário destacando-se, neste capítulo, Diogo Mateus, António Aguilar e José Pinto, este último a subir de forma de jogo para jogo.

A EQUIPA DE PORTUGAL:

1- Francisco Fernandes; 2- João Correia (cap.) [5] (Bernardo Duarte); 3- Thomas da Costa (João Júnior); 4- Conrad Stickling; 5- Gonçalo Uva; 6- Eduardo Acosta (Salvador Palha); 7- Vasco Uva; 8- Juan Severino (Tiago Girão); 9- José Pinto (Pedro Leal); 10- Pedro Cabral [3+2+3+2+2+3] (Duarte Cardoso Pinto); 11- António Aguilar [5]; 12- Diogo Mateus; 13- Pedro Silva (Miguel Portela); 14- Frederico Oliveira [5]; 15- Joe Gardener [3]

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