OS LOBOS AFIAM AS GARRAS

COM A VITÓRIA DE HOJE FRENTE AOS UNIVERSITÁRIOS ingleses, os Lobos terminam a sua preparação para os jogos do Campeonato da Europa, que começam na Rússia no próximo sábado, e ficou no ar o sentimento de “um grande triunfo”.

Creio, no entanto, ser necessário pôr um pouco de água na fervura desse entusiasmo, pois já vi escrito que os England Students são a terceira equipa da Inglaterra, o que não corresponde inteiramente à verdade.

Os Students são uma boa equipa, mas dadas as características próprias do seu campo de recrutamento, são também uma equipa muito jovem, e com pouca experiência competitiva.

E a equipa que esteve em Lisboa, trouxe consigo apenas seis jogadores transitando do ano anterior. Os restantes 16 são caloiros.

Os Lobos merecem a nossa confiança, mas dispensam qualquer euforia.

Os cinco jogos que se avizinham são cinco finais para Portugal, e é fundamental que todos estejam concentrados a 100% para a árdua tarefa da classificação para o Campeonato do Mundo.

Foto: Miguel Rodrigues

CHEGOU AO FIM O CASO DOS 16 JOGADORES em campo por escassos minutos no jogo entre os galeses do Ospreys e os ingleses do Leicester, da última jornada da fase de grupos da Heineken Cup.

Depois de julgados os factos por uma Comissão Disciplinar, o jogador em causa, Lee Byrne, foi condenado a duas semanas de suspensão da actividade, e a equipa do Ospreys foi multada em 25 mil euros, já que ficou provado que o jogador não cumpriu o Protocolo de Substitições da competição, que conhecia ou devia conhecer, e o clube poderia ter feito mais para evitar que tal desrespeito não tivesse acontecido.

A Comissão tomou ainda em consideração que aquela quebra do Protocolo não foi deliberada ou premeditada, e que não teve efeito material no resultado do jogo.

O TREINADOR DA FRANÇA DEMONSTROU A SUA SURPRESA com a reação de alguns jogadores, últimos dispensados da convocatória final dos jogos realizados em Novembro, que vieram a público, na altura, afirmar que “não sei o que fiz de errado…”

Classificando este tipo de resposta “surreal” Marc Lièvremont acrescentou que “num mundo competitivo, um grande jogador deve conhecer os seus pontos fracos para os corrigir e melhorar” e que reagindo daquela forma o jogador mostra, além do mais, “uma total falta de respeito pelas nossas escolhas”.

Esta é uma questão tão velha como o jogo, e é preciso que os jogadores compreendam e aceitem as decisões de quem tem o poder, e a obrigação, de as tomar.

Quanto mais elevado é o nível dos jogadores, mais difícil se torna escolher entre dois candidatos a um lugar, e normalmente a escolha é feita em função da harmonia do conjunto, das dificuldades específicas que um determinado jogo apresenta e das características de cada jogador, e não em função das diferenças de nível entre os candidatos.

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