AINDA O EMPATE NAS ELEIÇÕES

TENHO LIDO DIVERSOS COMENTÁRIOS AO RESULTADO das eleições que pretendem transferir a responsabilidade da grave situação que o Rugby atravessa em Portugal, para os delegados eleitores da Assembléia Geral da FPR.

Uns porque acham que aqueles delegados são “burros”, outros acham que eles não prestam porque são “desportivamente piores.”

No fundo, duas versões das mesmas idéias.

O que eu não vejo é alguém analisar a actuação de Dídio de Aguiar à frente dos destinos da federação durante mais de seis anos, e encontrar nela as razões da metade dos nossos delegados.

É fácil dizer que os depositários do voto são burros, mas na minha opinião eles apenas, no seu conjunto, demonstraram uma sábia cautela e um aguçado sentido do interesse público.

O que há a fazer não é criticá-los individualmente, mas sim compreendê-los colectivamente.

Afinal é isso a democracia…

Depois da participação de Portugal na RWC 2007, Dídio foi re-eleito por escassa margem de votos, e elevado numero de ausências.

Mas, contrariamente ao que o bom senso aconselhava, não foi conduzida nenhuma política de concertação, e de aproximação às diversas correntes de opinião.

Pelo contrário, o isolamento da sua direção foi-se acentuando, e agora chegamos à dramática declaração do ainda Presidente, de que, “pelo menos o resultado prova que não é verdade que a maioria dos clubes estão contra a atual direção”.

E assim se escreve a “verdade”…

Outra idéia posta a correr, e que já referi mais acima, é que o resultado é fruto da “dependência dos desportivamente piores”, e eu acho que é uma bela idéia, e que no fundo vem resolver a questão da “aberração pela qual o rugby português resolveu reger-se.”

Basta para isso que deixe de haver eleições, e se nomeie, por inerência, o presidente do clube que vencer a Divisão de Honra no cargo do Presidente da Federação, o treinador da equipa como Director Geral da mesma, o capitão fica com o pelouro das Competições, e o zelador do campo com o das Estruturas Desportivas…

Poupamos assim uma série de “massa” e entregamos o nosso destino aos desportivamente melhores.

E quanto à questão dos Estatutos, vamos esperar que algum organismo do Estado ligado ao Desporto, onde alguns pensam que o Rugby pode vir a beneficiar de especial atenção e apoio a muito breve trecho, reveja o Decreto-Lei nº 248-B/2008 – elaborado e publicado pelos actuais governantes – já que foi por sua imposição que aquela “aberração” viu a luz.

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