DÍDIO NÃO É TÃO BOM COMO PENSA, NEM TÃO MAU COMO O PINTAM

A PRIMEIRA CONCLUSÃO QUE SE PODE TIRAR DO RESULTADO da eleição de ontem, é que nem Dídio de Aguiar é tão bom, tão intocável como ele próprio e os seus mais diretos apoiantes julgam, nem tão mau, tão causador de todos os males,  como Amado da Silva e seus seguidores o pintam.

E esta simples conclusão deverá ser ponderada pelos dois candidatos, e aproveitada para a criação de pontes entre as duas candidaturas, que permitam aliviar a fractura que existe, entre os defensores de um e do outro.

Entre os projectos de uma Lista e os projetos da outra, as diferenças não são tão grandes assim. E nenhum deles apresenta propostas concretas de execução imediata que façam grande diferença.

A diferença entre as candidaturas reside fundamentalmente no estilo de cada candidato, na forma que cada um adopta perante as situações. E mesmo essas vieram, durante a campanha, a esbater-se.

Amado da Silva, que durante os meses que antecederam o acto eleitoral, foi agressivo, chegando mesmo a ser inconveniente, tentou durante a campanha fazer passar uma imagem mais calma, mais de homem de “Estado”.

Dídio de Aguiar, que conduziu a sua actuação à frente da Federação na indiferença perante as críticas que lhe eram feitas, chegando mesmo a ser arrogante, tentou durante a campanha, fazer passar a imagem de um homem  mais acessível, de um homem mais popular.

Destas transformações, a que mais me admirou foi a do actual Presidente da Federação. Ela começou com a redação final do seu programa eleitoral, de onde, à ultima hora foram retiradas algumas afirmações e quadros, que eram autênticos tiros no pé, passaram pelo esforço que fez na entrevista em direto à Sport TV, e terminaram com o anúncio da renovação para breve do site da Federação e pela publicação de uma carta aos delegados, na véspera da eleição, que quase me fez chorar, tão emocionado fiquei…

Ninguém me disse, nem eu perguntei, mas que parece haver ali mãozinha de marqueteiro, lá isso parece.

Quanto a Amado da Silva, nem todas as transformações lhe foram favoráveis. Apresentou-se como o homem que faz as coisas acontecerem, o seu pré programa eleitoral foi uma lufada de ar fresco no bolorento panorama do Rugby nacional, mas acabou por apresentar um documento inacabado, onde as ideias se confundem, e onde, contra todas as expectativas poucas ou nenhumas propostas concretas surgiram. Por outro lado, tentou fazer passar a imagem de um tomador de decisões, mas também de um ouvidor de razões.

Ninguém me disse, nem eu perguntei, mas que fez falta uma mãozinha de marqueteiro, lá isso fez.

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